Nem sempre as portas se abrem,
muitas vezes elas simplesmente se fecham...
vem um vento frio e forte,
daqueles que gelam até a alma, e a porta se fecha.
Tudo dói, principalmente o coração,
tudo escurece o breu reina...
Você se sente sozinha, abandonada,
muitas vezes incapaz de reagir.
Dá vontade de sair correndo, mas a sensação é de que
não foi só a porta que se fechou...
tudo está fechado.
Quebrou a fechadura. que vontade de gritar,
mas não tem ninguem do outro lado...
Ninguem para abrir a minha porta.
E tudo está acabado,
o ar é frio, o cheiro é de nada...
a vontade é de só ficar quietinha, virar estátua.
Branca Ferraz
segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
MAIO/MÃE
GRAVIDEZ...
A bela beleza da gravidez,
uma missão de continuidade
que a natureza deu a mulher.
A bela beleza da gravidez,
uma mistura genética
amalgamada com amor
que se prepara na cama,
no sofá, na praia, no chão.
A bela beleza da gravidez
é um sonho entre dois,
programado, pensado ou não,
que quando vem
transforma as almas
e traz uma mensagem de vida,
de entrega do próprio corpo
para as outras vidas
que depois virão.
Beijos!
Branca Ferraz
A bela beleza da gravidez,
uma missão de continuidade
que a natureza deu a mulher.
A bela beleza da gravidez,
uma mistura genética
amalgamada com amor
que se prepara na cama,
no sofá, na praia, no chão.
A bela beleza da gravidez
é um sonho entre dois,
programado, pensado ou não,
que quando vem
transforma as almas
e traz uma mensagem de vida,
de entrega do próprio corpo
para as outras vidas
que depois virão.
Beijos!
Branca Ferraz
sábado, 30 de abril de 2011
AMOR DE 4 ESTAÇÕES
Você chegou como sol de verão,
aquecendo a minha alma...
Fez-se presente nas dificuldades que se derramavam sobre mim,
Aqueceu meu coração que jazia frio e inerte.
De repente chegou o outono,
e você estava ainda em mim...
Soprando como brisa leve, depois como vento forte,
afastando de mim as folhas secas,
lembranças de um passado ruim...
Deitou-se no meu leito, ensinando-me a renascer.
Amou-me como mulher,
e me ensinou novamente a sorrir como menina...
Debruçou confiante sobre meu ser um sentimento,
não desconhecido, mas há muito esquecido...
Agora o inverno se aproxima,
que farás tu de mim?
Deixará sua lembrança, seu desejo e sua saudade?
Seu calor será eterno em cada lembrança em cada suspiro
Em cada flor o seu sorriso e seu latente calor me aquecerão...
Estará em meu corpo, ainda sua sensação que me confortará.
Não há estação para me iluminar,
não há inverno que resistirá,
e emoção que abrandará meu desejo de contigo novamente estar.
Colhendo de mim as flores que tu mesmo plantaste,
viva comigo esse amor desenfreado, desconhecido,
louco amor de quatro estações.
Branca Ferraz
domingo, 24 de abril de 2011
FUNERAL DE MIM
Dia triste... Calado... Sombrio
Lembra-me dia de funeral
Mesmo que de lembranças
Momentos ou só passado
Chorei a noite
Não sei bem porque. apenas chorei
Para as paredes... Para o teto
Para a cama... Ou para meu próprio avesso
Sentia que algo em mim morria
Daí hoje o funeral
Acho que funeral de mim
Da pessoa que eu não queria ser
Mas que a vida me ensinou a ter em mim
Muitas pessoas no funeral
Velam por minhas tristezas no caixão
Não deixam que meus dissabores se vão
Do caixão junto a tudo isso tento gritar
Soltem minhas cordas...Deixem-me ir...
Ainda brigo por renascer...
Apenas orem para que eu consiga.
Branca Ferraz
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Eu...
Sou assim
Duas de mim
Às vezes três
Quatro cinco ou seis
Sou uma por mês
Me diversifico
Tem horas que grito
Vivo num conflito
Mostro ao mundo minha dor
Outras horas só sei falar de amor
A mais romântica
Melodramática
Estática
Chorosa e nervosa
Carente e decadente
Vingativa e inconseqüente
Ai quando menos me percebo
Me transformo em mulher cheia de medo
Cheia de reservas
Coberta de sutilezas
Seria e sem defesa
No minuto seguinte
No papel de mulher fatal
Viro logo a tal
Aí sou dona do mundo
Segura e destemida
Altiva e atrevida
Rasgo meus segredos ao meio
E exponho num roteiro
de poesia ou texto
de poesia ou texto
Agrido, inflamo
Conto o que ninguém tem coragem de contar
Explico detalhes que é bom nem lembrar
Sou assim
Varias de mim
Sorriso por fora
Sorriso por fora
Angustia toda hora
Por dentro um tormento
No rosto nenhum sofrimento
No corpo uma explosão de prazer
No corpo uma explosão de prazer
Nos olhos, meu desejo deixo perceber
Melhor nem me conhecer
Fique com minhas letras
Com as minhas palavras
Na vida real sou bem mais complicada
Sou mil
E quem tentou descobriu
Que viver ao meu lado
É viver dentro de um campo minado
Prestes a explodir
Mas quem esteve nele...
Nunca quis fugir!
Beijos!
Branca Ferraz
quarta-feira, 20 de abril de 2011
TE SENTINDO!
Quando acordei esta manhã, o Sol não apareceu...
Dia nublado de outono.
Procurei tua boca no morango,
que era a única coisa que tocava meus lábios.
Procurei tuas mãos na água do banho,
que deslizava suavemente pelo meu corpo.
Procurei tuas palavras numa música,
que teimava em minha mente.
Procurei tua voz no telefone,
que hoje insistia em não tocar.
Deitei-me docemente no leito, onde ainda ardia o fogo do desejo, que esta noite invadiu sorrateiramente meus sonhos.
Na simplicidade do correr das horas te procurei todo o dia;
Mas a noite veio...
E o Sol não apareceu.
Da minha sacada, quando me despedia da lua para dormir, e tentar te encontrar em meus sonhos...
Veio o Vento e carinhosamente com suas mãos me tocou.
Então plenamente feliz adormeci...
Porque te encontrei.
Branca Ferraz
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